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Câncer na Infância e Adolescência

Autora: Emma Chen Sasse
Pediatra

INFORMAÇÕES GERAIS

Quando falamos em câncer em algum parente querido, ou mesmo em apenas um conhecido, costumamos ter sentimentos profundos de dor e angústia. Imagine quando a pessoa doente é uma criança, um filho, um neto... Muitos pais se culpam, pensam que fizeram algo que pode ter provocado o aparecimento desta terrível doença, que poderia ter sido evitado de alguma maneira. A dor é imensa, sendo encarado por muitos como um castigo divino ou provação para os pais. Porque uma criança ou adolescente, com toda sua inocência e uma vida inteira pela frente, com tantos planos e esperanças que os pais depositaram nelas, é alvo de câncer?
 
No interior das pessoas, esta doença ainda está ligada fortemente a outra palavra: a morte. Até a duas décadas atrás isto poderia ser uma grande verdade, mas isto já está começando a mudar com todos os avanços atuais que a medicina têm oferecido. E o desafio está apenas começando.
 
De uma maneira geral, é importante ressaltar que câncer em crianças e adolescentes é evento raro. Sempre. Quando esta doença é suspeitada ou diagnosticada, as crianças e adolescentes devem ser encaminhados o mais rapidamente possível a algum centro especializado que possua todo um time multidisciplinar com experiência no tratamento de cânceres desta faixa etária. Estes centros podem garantir a oferta do melhor tratamento atualizado, cuidados de suporte e reabilitação para se ter as maiores chances de cura e qualidade de vida.
 
Outro conceito importante é a diferença na visão geral do tratamento do câncer no jovem em relação ao adulto. Neste último, nem sempre o objetivo do tratamento é a cura, pois leva em conta a idade e o estágio do tumor e se enfatiza muito em qualidade de vida. Se para uma pessoa de 70 anos, que já construiu sua vida, 5 anos a mais de vida, podendo comer, andar e fazer coisas que lhe dão prazer podem significar o sucesso do tratamento, isto não é válido no tratamento do câncer infantil. Nestas, a cura total da doença é sempre o objetivo final. Queremos que a criança possa crescer, trabalhar e constituir família, isto é, viver toda uma vida. Isto explica porque as terapias convencionais são mais agressivas em crianças, mesmos em casos avançados de doença ao diagnóstico. Mas quando isto falha, tudo é feito para se garantir uma boa qualidade de vida a ela também.

Causas do câncer na idade jovem

As causas que levam ao aparecimento de câncer nos jovens são diferentes das nos adultos. Estão muito mais ligadas a fatores genéticos do que a exposição no ambiente a agentes carcinogênicos. Em aproximadamente 10 a 15% dos casos são reconhecidos outros casos na família, ou a criança possui alguma doença genética que confere maior propensão a determinados tipos de câncer, por exemplo, na Síndrome de Down, onde os portadores têm maior chance de desenvolver leucemia.
 
Outros fatores que estão associados ao aparecimento de câncer nesta idade seria: exposição à radiação ionizante, vírus (Epstein-Barr), exposição intrauterina a hormônio (dietilestilbestrol ou destilbenol).

Exames preventivos

Diferente dos adultos, não existe nenhum exame específico associado à idade que pode ser feito de rotina para se detectar precocemente o câncer na criança, na população geral. O mais importante é que toda criança seja seguida periodicamente por um pediatra, como recomenda a OMS, e que os responsáveis levem a este pediatra se suspeitarem de qualquer sinal que a criança apresente. Este profissional deve ser capaz de examinar cuidadosamente e suspeitar de câncer caso seja pertinente e então encaminhar ao centro especializado que convém, mesmo sem a certeza do diagnóstico.

Sinais de alerta

A maioria dos tumores da infância é curável, sendo que o prognóstico está fortemente ligado ao tipo de tumor, extensão da doença ao diagnóstico e eficácia do tratamento. Os sinais e sintomas dos tumores infantis envolvem manifestações comuns a outras doenças não malignas, por isso somente um exame cuidadoso e a história obtida pelo pediatra levanta a suspeita. Isto se torna mais fácil se o médico já conhece e acompanha a criança há mais tempo. Entre as manifestações mais comuns temos:

  • Palidez, anemia
  • Petéquias ou equimoses espontâneas, não ligadas a traumas
  • Febre baixa, diária, de origem indeterminada
  • Perda de peso
  • Sudorese noturna
  • Dor óssea ou nas juntas persistente sem história de trauma local
  • Aumento persistente, progressivo e indolor de linfonodos (ínguas)
  • Massa abdominal ou em tecidos moles
  • Dor de cabeça com dificuldade para andar e vômitos não associados à alimentação
  • Mancha brilhante dentro do olho (tipo "olho de gato")

Tipos de câncer infantil

Os tumores mais comuns da infância seguem listados abaixo. Você pode clicar em cima dos nomes, para ir a outra página, com mais detalhes sobre cada um deles:

Tratamento

No câncer infantil, assim como nos adultos, o tratamento está baseado no uso de quimioterapia associada à cirurgia e radioterapia. O uso dessas armas vai depender do tipo e a extensão da doença ao diagnóstico. Porém, existe uma diferença crucial do tratamento de jovens em relação aos adultos: não podemos nos esquecer que estamos tratando pessoas em fase de crescimento e desenvolvimento. A radioterapia e mesmo o uso de várias drogas tóxicas ao organismo podem levar, a longo prazo, a conseqüências desastrosas para o futuro da criança como baixa altura ou até mesmo um segundo câncer. Isto torna ainda mais desafiador a luta contra o câncer e estimula a procura de novos métodos de tratamento mais eficientes e menos agressivos.

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Voltar à página principal Última atualização: 01/05/2008
Bibliografia